Não te amei da primeira vez que te vi. Nem da segunda. Mas depois da primeira semana ao seu lado, já sabia que te amava. Sabia que te queria. Sabia que do seu lado iria sair jamais.
Daí que resolvi te dar o meu amor. O amor que eu resolvi te dar foi incondicional. Foi grande. Aliás, foi enorme, maior do que eu e você juntos, até. Muitas vezes um amor sufocante. Outras vezes um amor assustador. Mas era o meu amor por você.
Por esse amor trilhei ao seu lado por caminhos desconhecidos, difíceis, deliciosos, até engraçados. Nunca comuns.
Com esse amor consegui ter forças para realizar coisas antes inimagináveis. Boas ou não.
Por causa desse amor sofri dores que somente aqueles que amamos conseguem causar.
Acreditava que esse amor era capaz de superar todo e qualquer problema. Acreditava que, sendo maior do que eu e você, esse amor era maior do que tudo.
Mas a vida, que está longe de ser engraçada, apronta das suas.
E esse amor, não, ele não acabou. Ele continua forte e grande e assustador. Mas esse amor deixou de ser suficiente.
Ele não consegue mais. Apesar de ainda grande e forte e assustador, ele é pequenino frente ao que somos capazes de fazer com nós mesmos.
Sim, porque ele é maior do que a vida. Mas não consegue ser maior do que nossa vontade ou interesse. Ou maior do que a nossa falta de vontade ou falta de interesse.
E esse amor todo, ele é meu. E só meu. Eu podia te amar e você nem saber da minha existência que ele continuaria existindo, porque é um amor só meu.
Apesar de eu ter entregue esse amor pra você durante esses anos, esse amor ainda é meu.
E pra que a nossa vida juntos continuasse, eu precisava que você me entregasse o seu. Eu precisava dessa troca. Porque aquele amor grande, forte e assustador, é só meu.
Cadê o seu?
O seu não veio. Eu esperei. Pedi. Chamei por ele. Tentei substituí-lo pelo meu. Não deu.
Seu amor não veio. Você não me deu.
E eu não pude mais me esconder somente atrás do meu amor, porque, como eu disse, ele é pequenino diante de nossa falta de vontade e desinteresse. Diante de nossas decepções. Ele é pequenino quando não tem um par.
Agora, que não posso mais me esconder atrás do meu amor, estou aqui, exposta. Com todas as feridas e cicatrizes, novas e antigas, reabertas. Sem ter como me proteger.
Agora, estou aqui. De sentimentos nus. Sem o meu amor. Sem o seu amor. Só tristeza. Só agonia. Só desespero. Só falta de vontade e desinteresse. Só decepção.
Não sei por onde anda o meu amor. Acho que prefiro não encontrá-lo novamente. Mas como ele é meu, sei que um dia ele irá voltar. Voltará diferente, nem sei se o reconhecerei. Mas certamente voltará mais seguro de si.
E não vai querer ser entregue para outro novamente. Pelo menos não desse jeito. Não sem um par.
Giovane, meu amor. Que eu ainda te amo não há um ser na Terra que duvide. Que eu sofro por você e que depois de você não haverá outro, também.
Mas o amor é difícil. Porque pode ser grande, forte e assustador. Como o meu. E temos que estar preparados para ele. Tanto para dá-lo para alguém, como para recebê-lo de alguém.
Meu desejo é que você encontre o que está procurando. Que seja feliz, estando preparado para um grande amor.
Porque amar é bom. E eu sei que esse amor que eu tenho por você, mas que é só meu, ainda vai se sustentar e me sustentar por muito tempo. E isso também é bom, de um jeito estranho.
Eu te amo. Adeus.
Quinta-feira, Abril 27, 2006
Te amo. Adeus.
Quarta-feira, Abril 26, 2006
Sem esquecimento
Existem coisas na vida que a gente não consegue esquecer. Diz até que consegue perdoar, mas não consegue esquecer.
A traição é uma delas.
Dói muito. Dói fisicamente. No peito, lá dentro do coração.
Te dá calafrios. Febre. Tontura. Fraqueza.
Só não faz você parar de pensar um minuto. Imaginação a mil. E isso é o inferno. Porque pode até haver perdão, mas não há esquecimento.
