Image hosted by Photobucket.com



Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007


Encontros


Será mesmo tão difícil "encontrar" alguém?

Você conhece uma pessoa na boite. Ou é apresentada por um amigo em comum numa mesa de bar. Esbarra no carrinho de um ser interessante no supermercado. Entra no elevador e descobre um vizinho antes desconhecido. E resolve conversar sobre outros assuntos, além do "que calor". Surgindo sabe-se lá de onde, um sujeito te tira pra dançar numa festa caribenha. E mesmo pisando no pé dele o tempo inteiro você se diverte horrores. Você faz um retorno desavisadamente e BAM! amassa o carro de um indivíduo pra lá de divertido. Abriga-se da chuva junto com o estranho mais charmoso que já viu. É amparada por mãos fortes nas aulas de patinação e acaba adorando isso. No cinema, sozinha, convence-se de que o rapaz ao lado, também sozinho, não é um tarado e é até simpático. Aventura-se em um encontro às escuras. Pisa no pé do homem mais lindo de toda academia e recebe sorrisos simpáticos de volta. Conhece de uma vez o confidente da sua melhor amiga, que você sempre achou que era gay. Mas ele não é. Resolve finalmente pedir ajudar àquele homem interessante perto da prateleira de vinhos. E descobre que, além de interessante, ele entende do assunto. Relutantemente, adiciona um desconhecido no seu MSN e se descobre morrendo de curiosidade do outro lado da tela. Resolve dar papo pro sujeito ao seu lado no avião. Ou na fila do banco. Um belo dia repara nas coxas do seu melhor amigo. E que coxas! Toma coragem e senta ao lado do rapaz mais fofo da sala de aula. Manda um bilhetinho pra uma mesa cheia de moçoilos divertidos em um boteco movimentado. Flerta descaradamente com um desconhecido enquanto joga sinuca com os amigos. Embarca numa excursão só pra gente solteira. Senta ao lado de alguém que nunca viu antes durante o almoço no self service. E puxa conversa.

A vida é feita de encontros. Alguns chamam de oportunidades. Outros de escolhas. Não importa. Pra mim sempre serão encontros. O que interessa é saber o que vamos tirar deles...







Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007


Não vá...


Não vá embora. Eu ainda não te disse tudo o que eu tinha pra dizer. Ainda não te amei o suficiente. Ainda não deitei no teu colo tantas vezes como gostaria. Ainda não provei mais uma vez aquele bolo de banana que só você sabe fazer.

Não vá embora. Eu ainda preciso te contar muita coisa. Falar da minha vida, dos meus amores, do meu trabalho. Chorar minhas decepções deitada na tua cama. Rir das minhas besteiras no sofá da sala. Dormir no meu antigo quarto na tua casa.

Não vá embora. Você ainda tem que me dar muitas broncas. E muitos conselhos. Ainda tem que criticar meu novo corte de cabelo e perguntar o número da coloração que eu usei da última vez. Ainda tem que me censurar por estar engordando. E ainda tem que compartilhar comigo mais uma lata de leite condensado, assistindo a mais um filme de terror bem trash.

Não vá embora. Nós ainda temos que ir à Europa juntas. E a Buenos Aires fazer compras. Você ainda tem que me fazer um último vestido de festa. E perguntar mais uma vez quando é que eu vou te dar um neto.

Não vá embora. Porque eu te amo. E sou egoísta, querendo que você fique. Pensando no quanto vou sofrer sem você. E no quanto vou chorar. Porque vou sempre achar que podia ter feito mais alguma coisa. E sempre vou encontrar um motivo pra querer você aqui.

Não vá embora, fique um pouco mais.

Te amo mãe.







Terça-feira, Fevereiro 13, 2007


Obrigada


Quando nos permitimos sentir novamente, estamos comprando um risco. É bom estar consciente disso porque, se essa aposta der errado, vai ser um aprendizado e não apenas um sofrimento.

Esse último mês foi um aprendizado. Ver que posso sentir novamente, da forma intensa que eu sempre soube ser. Que eu sempre achei que devia ser. Saber que posso novamente me encantar por outra pessoa. E por mim mesma. Poder me entregar sem preocupações ao sentimento que me causa borboletas no estômago. Saber-se causadora de frio na barriga. Criar intimidade mais uma vez.

Mesmo não dando certo como talvez eu gostaria que desse, me sinto feliz por ter vivido isso. Feliz por poder ter me libertado do medo e do isolamento afetivo. Feliz por me sentir capaz de um dia poder viver novamente histórias tão grandes e intensas como as que me fizeram sofrer até hoje. E sem pensar que essas histórias, necessariamente, vão me fazer mal mais uma vez. Feliz porque foi bom aproveitar a oportunidade de ter conhecido e convivido tão de perto com uma pessoa maravilhosa, sem ter batido em retirada ao primeiro sinal de envolvimento. Feliz por poder preservar o carinho e a amizade sem iguais. Sem neuras e sem traumas.

E no meio de tudo, o que poderia ser mais uma tristeza, transforma-se num muito obrigado. Por me permitir sentir e viver toda essa mudança do teu lado. E muito por tua causa.

Por conta disso, você sempre merecerá beijos especiais. E a música que vai me lembrar você por muito tempo...


"Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar

Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravazar, de demonstrar

Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar beijar te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer

Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um "C"
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar"

Beijos, sempre especiais. Só pra você.








Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007


Muita calma nessa hora...


Sim, cheiro de romance no ar.

Romance comigo mesma, com a pessoa que eu descobri que sou e mais ainda a que eu posso ser.

Além disso, problemas em outras searas tornam o momento não propício para relacionamentos afetivos mais intensos. De ambas as partes. O que prevalece é a amizade e o carinho. Sempre.

Eu estou bem, pra quem perguntou. Pra quem torce, ainda não é dessa vez...







Sábado, Fevereiro 10, 2007


Sonho de Consumo


Sorrisos sinceros, sem medo de ser.
Confiança e liberdade, sem medo de perder.
Demonstrações de afeto, sem medo de transparecer.
Sentimentos profundos, sem medo de querer.

Entrega irrestrita, sem medo de conhecer.
Palavras doces, sem medo de não receber.
Sonhos e planos, sem medo de perecer.
Alegrias compartilhadas, sem medo de enfraquecer.

Silêncios particulares e conversas francas, sem medo de saber.
Colo aconchegante e abraço terno, sem medo de entristecer.
Saber-se cuidada, sem medo de adormecer.
Amor, sem medo de se render.







Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007


Um pouco de carinho...


"Não te atrevas a ficar
Sozinho comigo ao relento
Pois vou te amar ao luar
Sob o triste som do vento..."

Nunca fui considerada uma pessoa carinhosa. Por nenhum dos meus namorados, marido e nem mesmo pela minha mãe.

Vai ver que eu entendo carinho como uma coisa completamente diferente. Como agora. Quando quebrei a cabeça pra fazer esse mísero versinho aí de cima (eu sou advogada, nenhum dom artístico, lembrem-se), pra uma pessoa especial. Pra mim isso é carinho. Ou então estou muito enganada mesmo...







Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007


As mãos.


Pra todo fundo de poço, existe um subsolo. Quando você acha que nada mais pode piorar, prepare-se: Pode. E vai. E quando você estiver sentada sozinha, lá na escuridão do subsolo do poço, sem ter como subir, vendo a luz da saída bem longe, exatamente nesse momento, você descobre a coisa mais importante da sua vida.

Você descobre as mãos.

No meio da penumbra você vizualiza mãos que insistem em te procurar, tateando no escuro onde você se meteu, tentando, de todas as formas, te encontrar pra te tirar dali. E quando elas te acham, é com uma força surpreendente que te puxam pra cima, devagar, mas com firmeza, te dando a certeza de que não vão te deixar cair. E você, aos poucos, vai enxergando melhor a luz da saída. Vendo que não está sozinha, porque aquelas mãos te seguram, te amparam, te aconchegam. E que, se você deixar, elas te ajudarão até o final da subida.

Aos meus amigos, o meu amor.

Ao Scooby, o meu amor e o meu obrigada.

Ao Sapo, o meu amor, o meu obrigada e o meu carinho que só ele consegue sentir.







Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007


Stand by


Tem dias que a vida te dá pernadas. Em outros ela te estende os braços. Em algumas vezes surge apenas um tropeço. Em outras, você descobre que o fundo do poço ainda tem um subsolo. Não precisa nem ser contigo. Pode ser com aqueles que amamos ou desgostamos. Pode ser apenas uma gotinha d´água naquele copo que já vem enchendo há tempos. Ou pode ser um furacão de uma só vez mesmo.

Não importa o que seja. Tem dias que nós simplesmente não aguentamos mais.

Queremos jogar a toalha e desistir de tudo. Não sair de baixo do edredon. Não atender telefone nem olhar pra cara de mais ninguém. Gritar em alto e bom som pra que te deixem em paz. Comer chocolate compulsivamente. Ou não comer nada. Agir desvairadamente. Ou permanecer inerte até tudo passar.

Não importa o que façamos. Tem dias que nós simplesmente não aguentamos mais.

Então, dá licença que eu vou embora. E só volto quando passar.