...é aquele que te pega de surpresa, no meio de uma frase sua, em pleno restaurante, na frente de qualquer um. E dura mais de um minuto.
Oh yeah, baby...
Sexta-feira, Abril 20, 2007
Quarta-feira, Abril 18, 2007
"- Mas daí ele me disse que ela é só uma amiga mesmo. Nada a ver.
- Hum... sei...
- Fiquei tãããão aliviada.
- Hum... sei...
- De repente ela é até uma pessoa legal, eles trabalham juntos há muito tempo, eu que sou cheia de caraminholas na cabeça...
- Hum... é, vai ver...
- Ela só dormiu na casa dele porque eles ficaram trabalhando lá até muito tarde.
- Hum... sei...
- E as roupas dela ficaram lá por puro esquecimento. Tadinhos, eles trabalham demais, é exploração.
- Hum... é...
- Ela atende o celular dele de vez em quando porque ele é muito esquecido. Vai ao banheiro e larga o celular na mesa, deixa em tudo que é lugar.
- Hum... sei...
- E ele não me leva nas festas da empresa porque é uma política de lá, sabe, ninguém leva maridos, esposas, namorados...
- Hum... sei...´
- E é super normal ele ter um dia na semana pra sair com algum amigo dele. Eu não saio sempre com você? Então, ele sai com ela porque eles são amigos.
- Hum... ah tá...
- ...
- O que foi?
- Fala alguma coisa.
- Depende. Falo o que eu acho que você deva ouvir ou falo o que você quer ouvir?
- ...
- ...
- ... fala o que eu quero ouvir.
- Ah é amiga, isso mesmo. Desencana, a amizade entre os dois é linda. Nada a ver. Eles trabalham juntos, viajam juntos, vivem se abraçando cheio de segredinhos, ela dorme na casa dele, atende o celular dele, é linda de morrer, mas não tem absolutamente naaaaaaaada a ver. Ele gosta é de você.
- ... obrigada.
- Disponha. Agora peraí que vou ali beber água da privada e já volto."
Terça-feira, Abril 17, 2007
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Sim, eu tenho coisas a dizer. E sinto outras tantas também. Só que simplesmente não sai. Simples assim. Mas quando eu escrevo, parece que tudo aflora, sem medo, sem culpa, sem fuga. E aqui estou, a te escrever...
Queria que soubesse o quanto me faz bem. Seja me fazendo rir até doer a barriga ou simplesmente me olhando daquele jeito que consegue me deixar completamente sem graça. E seus olhos falam tanto nesses momentos, que só me resta calar.
Me faz bem quando fala tudo o que sente e o que vem à cabeça com uma naturalidade alienígena. Quando fala que estou bonitinha e na mesma hora diz "nada a ver com feia arrumadinha...". Quando diz que estou cheirosa. Quando pede pra eu escolher a sua gravata, mesmo correndo o risco de ir trabalhar parecendo o Falcão.
Me faz bem quando me manda mensagens pra saber se eu já comi. Ou pra me lembrar, mais uma vez o quanto sou bem-vinda. Quando briga comigo por causa do biscoito Bono de chocolate no café da manhã. E quando lembra exatamente das coisas que eu gosto.
Me faz bem quando me agarra e morde meu pescoço daquele jeito que só você, só você mesmo, sabe. Profissionalmente. Quando me inclui nos teus programas, me encaixa na tua vida. Quando me deixa descobrir como te surpreender.
Me faz bem quando adora as minhas tosquices. Quando me dá conselhos sérios. Quando discorda de mim. Quando diz que um dia eu ainda vou brigar com você. E que a gente vai fazer as pazes, porque isso faz parte.
Me faz bem quando quer estar com os meus amigos. E quando quer que eu esteja com os teus. E quando dança e pula comigo no meio da sua sala. E quando levanta da cama super tarde nos fins de semana. E no meio da semana também.
Me faz bem quando deixa que eu escolha o cd da vez. E quase sempre é minha vez. Mesmo que seja um cantor que você não goste e ache brega.
Me faz bem quando manda mensagens numa língua tão saudosa e familiar. E quando me chama "dearest". Quando pergunta por onde eu quero passar, por causa do meu salto alto. E quando diz que posso ser tudo o que eu quiser, porque sou uma grande mulher. Mesmo que seja em cima de uma anabela salto 10.
E cada uma dessas coisas, que são as que realmente importam, ao mesmo tempo tão pequenas e tão enormes, é que me fazem bem.
Você me faz bem.
K&B.
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Patricia encaixotava suas coisas lentamente. Cada objeto, cada foto, cada folha de papel lhe trazia as lembranças mais doloridas de sua vida. Seu casamento acabara. Seu sonho. Sua vida. Plínio a abandonara. Saíra de casa no meio de uma tarde de outono sem explicação alguma. Simplesmente havia acabado. Para ele. Não para ela. Havia passado dias trancada dentro de casa tentando entender o que havia acontecido. Emagreceu, ficou doente. Os amigos e a família correram em seu auxílio. Em seu resgate. Depois que conseguiu juntar alguns cacos e finalmente começar a se recompor, decidiu sair da casa em que vivia. Aquele lugar onde fora tão feliz nos últimos anos. Aonde construiu seu sonho e sua vida de conto de fadas. Plínio era o homem da sua vida. Tinha plena certeza disso. E tinha plena certeza de que nunca mais amaria ninguém daquela forma. Que não superaria ou suportaria a dor que sentia. Não haveria outro. Não haveria mais ninguém. Tudo acabara. Passou pelo espelho do quarto e viu sua imagem refletida. Aos 31 anos era uma bela mulher. Trabalhava, sempre fora independente.Era estudada, inteligente. Mas não tinha orgulho de nada disso. Nada importava, a não ser Plínio. Olhou ao redor. As paredes vazias. A sala sem móveis. O quarto bagunçado com as caixas de mudança. Começou a chorar novamente. Não aguentaria. Não sem Plínio. Ele era seu grande amor. Não sabia o que fazer sem ele. Não saberia ficar sozinha. Ele era seu esteio, seu tudo. E agora não tinha mais nada. Não iria conseguir. Não tinha mais motivos nem pra tentar. Tudo tinha terminado. Olhou para a prateleira de remédios. Os fortes calmantes receitados pelo médico de seu pai ainda estavam intactos. Teria coragem? Não sentiria dor, pensou. Deixaria para trás todo o sofrimento, a desilusão, a falta de esperança na vida. Pegou o vidro e sentou-se na cama. As lágrimas desciam com tristeza pela decisão tomada. Foi quando ouviu a campainha. Assustou-se e largou o vidro de remédio imediatamente. Quando abriu a porta, deparou-se com 6 carinhas sorridentes do lado de fora. Seus quatro melhores amigos e amigas, seu irmão e sua mãe juntos. Foram ajudar na mudança. Abraços, beijos, risadas. Traziam caixas vazias para carregar as coisas, além de algumas cervejas e uns queijos - "caseiros, que eu mesma que fiz" - dizia sua mãe. Ficou um tempo parada, atordoada na porta. Olhou para aquela turma que agora se ajeitava nos cantos da casa, empenhada em encaixotar as coisas, rindo, cantando e cuidando dela. Ali estavam as pessoas que nunca a abandonaram durante sua vida. Nesse momento o choro soltou-se de uma só vez. Um abraço silencioso de doze braços a envolveu. Mas pela primeira vez desde que Plínio a deixara, não chorava de tristeza. Chorava de alívio e felicidade. Não estava mais sozinha. Descobriu-se amada. Como talvez nunca tivesse sido. Nem por Plínio. E sorriu. Porque não era mais o fim. Ainda não havia acabado.
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Eu sou a mestra nisso. Tenho doutorado e anos-luz de experiência no assunto. Nunca vi ninguém praticar com tanta desenvoltura e ter resultados tão imediatos e expressivos.
Auto-sabotagem.
É comigo mesmo, acreditem.
Começando pelo marketing pessoal do primeiro encontro. Quem não quer parecer interessante, inteligente, charmoso, demonstrar as qualidades, expor as "vantagens" de estar ao seu lado, pra alguém que acabou de conhecer? Eu. Já começo mesmo pela bagaceira. Falo dos podres, das minhas manias, do meu sonambulismo crônico, conto os maiores micos, rio de mim mesma e faço a outra pessoa rir ainda mais. Refuto os elogios, escondo as qualidades, minimizo as "vantagens" e tento matar o interesse logo no início. E quando dizem que sou charmosa quero mais é me esconder debaixo da mesa. Acho que o único elogio que consigo aceitar é o de ser inteligente. E com certa dificuldade.
Se ainda assim o corajoso cavalheiro insistir em um segundo ou mais encontros, a coisa só faz piorar. Não ligo, não mando mensagens, não vasculho orkut, não quero conhecer a família, prefiro a minha casa do que a dele e os meus amigos do que os dele. Vejam bem, não sou uma chata. Sou divertida, topo quase tudo, não sou tímida e tenho minha vida bem resolvida. Mas estou impregnada de um certo ar "blasé" (como diria uma amiga) que está chegando ao seu limite.
E quando o relacionamento engrena, então? Ih... daí em diante é só barranco abaixo... Fico procurando mil motivos pra não estar naquele relacionamento, por melhor que ele seja. Fico querendo arrumar uma desculpa qualquer para encerrar ali mesmo o affair que promete ir ainda mais longe.
Olá, meu nome é Carolina. Eu sou uma auto-sabotadora.
Há um ano venho sabotando todos os meus relacionamentos. Pelo menos aqueles que sinalizaram algum futuro. Venho dispensando caras legais (os manés eu nem estou preocupada), que demonstraram em algum momento querer alguma coisa mais séria comigo. Me tornei uma pessoa muito tosca. A ponto de virar pra um dos caras mais legais que conheci e dizer na maior cara dura que eu só queria mesmo usar aquele corpitcho sarado dele (e que corpitcho). Se ele quisesse algo mais, bye bye, baby, bye bye...
Minha terapeuta diz que é medo. Eu ainda vou mais longe. Além de medo, acho que virou uma rotina. Me acostumei a fazer isso. Ficou mais fácil não deixar ninguém se aproximar. Pelo menos ninguém com quem eu vislumbre uma remota possibilidade de alguma coisa dar certo. Sem intimidade = sem sofrimento. Acho que acabei pensando assim...
Só que cheguei a um momento (hoje, mais precisamente) em que, pela primeira vez nesse último ano, estou em dúvida se devo ou não dar o golpe mortal da sabotagem num relacionamento.
Fiz o pior marketing pessoal da minha vida no primeiro encontro. Não adiantou nada, aliás, ele até percebeu. Fui completamente relutante em assumir qualquer tipo de relacionamento. Ele foi paciente. Foi esperto. Foi até manipulador, eu diria.
Conseguimos engatar um namoro. Sou a pior namorada do mundo. Os programas eram sempre os que eu queria, onde eu queria, com quem eu queria, na hora que eu queria. Tudo eu, eu, eu... Além de aguentar isso tudo ele ainda reverteu o quadro, conseguiu me convencer a entrar no mundo dele, fazendo parecer que eu realmente queria tudo aquilo.
Ele fala o que toda mulher adoraria ouvir. As palavras certas, nas horas exatas. A princípio a minha tosquice era tal que eu, no máximo, falava um "que foooofo, você...". Mas agora eu me pego querendo e até falando coisas que nem ele esperava.
Hoje não dormimos praticamente nenhum dia sequer separados. A não ser por força maior ou caso fortuito. Nos falamos mais de uma vez por dia pelo celular, além das mensagens que matariam qualquer diabético de forma fulminante. Já tem uma escova de dentes na minha pia que não me pertence. E uma toalha a mais pendurada nos nossos banheiros. Ele já conhece minha empregada. E eu a dele. E ele está passando incólume pela minha TPM.
E tudo o que eu quero é sair correndo. É não atender o celular, não responder as mensagens. É acabar com tudo isso, só porque está bom demais. Tudo o que eu quero é que ele se revele um canalho logo no capítulo 3 (o capítulo do momento), pra que eu acabe com isso e ainda possa dizer: "viu, ainda bem que eu não investi, era um canalha mesmo". Quero que ele olhe pra mim pela manhã e diga: "desculpe, você não é bem como eu pensava, tchau". Quero ser tosca pra que ele pare de me querer. Quero que ele seja tosco pra que eu pare de querê-lo.
MAS NÃO ESTOU CONSEGUINDO.
E esse é um momento crucial na minha vida hoje. Decidir onde vou colocar meu esforço agora. Se vou me dedicar a fugir novamente. Ou a ficar dessa vez.
E ainda estou no auge da TPM... êlaiá!
Quarta-feira, Abril 04, 2007
Já reclamaram. Eu já sabia. Mas não sei o que aconteceu. Provavelmente perdi os desabafos de vocês dos últimos 3 anos... O sistema de comentários desapareceu do nada, sem dar notícias ou mesmo se despedir.
Enquanto eu espero pra ver se é manutenção do site ou alguma outra coisa temporária, se quiserem desabafar deixo abaixo o link do Fotolog.
Leiam aqui e comentem lá. Beijos a todos.
http://www.fotolog.com/kika_pilica
Terça-feira, Abril 03, 2007
Querida Fuinha,
sempre achei que amor a gente escolhe. Escolhe pra quem dar, de quem receber... É diferente de paixão, tesão, atração, que a gente não consegue fugir, é arrebatador, incontrolável, mas fulgaz.
Amor de verdade, a gente escolhe. Porque é precioso demais pra deixarmos ao léu. Assim como o meu amor por você. Que independe de todas as variáveis.
Independe do seu estado civil, se você namora um cara legal ou um mané, se você vai casar ou não, se está solteira na bagaça...
Independe do seu humor, se você está totalmente Aline ou se Alice está tomando conta, se está mais ou menos fuinha do que costume, se está emburrada ou mais falante do que dono de banca de feira...
Independe se você me enche de presentes ou passa dias sem me encontrar, se você consegue captar meus pensamentos num olhar ou se você demora horas pra entender a piadinha, se você quer ir pro Bedrock e eu pro Líbanus...
Independe até mesmo se você me ama o mesmo tanto que eu te amo.
É incondicional. Esse é o meu amor por você. E por causa dele estive, estou e estarei ao seu lado por um bom tempo (o quanto aguentarmos sem nos matar ou enjoarmos uma da cara da outra...). E meu amor por você me faz te dar colo, carinho, esporros, conselhos, compartilhar risadas, segredos, lágrimas e tudo mais que eu puder e souber fazer. Até beijo na boca, se for o caso. Aliás, em último caso...
Esse amor não comporta medos, não comporta vergonhas, não comporta receios, não comporta segredos entre nós. Mas ele é enorme pra comportar você, na hora em que precisar de abrigo. Na hora que precisar daquele esconderijo quentinho e tranquilo.
Amo-te minha fuinha. Nunca se esqueça disso.
